Publicado em 20 de ago de 2018 por Mayara Armstrong

No terceiro dia de evento (19/08), participamos da Coletiva de Imprensa* do filme nacional Benzinho, no período matutino. Estavam presentes na Coletiva, o diretor do filme, Gustavo Pizzi, a produtora Tatiana Leite, as atrizes e atores Karine Teles, Adriana Esteves, Otávio Muller e as crianças, os gêmeos Francisco e Arthur. Após a Coletiva, houve um breve momento de interação com os fãs presentes.

*A Coletiva do filme Benzinho terá uma matéria exclusiva futuramente.

A tarde, houve a segunda Sessão da Mostra Gaúcha de Curtas Metragens, no Palácio dos Festivais, onde foram apresentados nove (09) filmes regionais independentes:

  • Fè Mye Talè, de Henrique Both Lahude;
  • Gasparotto, de Zeca Brito e Paula Ramos;
  • O Viúvo, de Luiz Carlos Wolf Chemale;
  • Coágulo, de Jéssica Gonzatto;
  • Pelos Velhos Tempos, de Ulisses da Motta;
  • Nós Montanha, de Gabriel Motta;
  • A Fomidável Fabriqueta de Sonhos Menina Betina, de Tiago Ribeiro;
  • Antes do Lembrar, de Luciana Mazeto e Vinicius Lopes;
  • Mulher Ltda., de Taísa Ennes.

Após as exibições, aconteceu o debate dos filmes da mostra na Sala de Debates do Hotel Serra Azul.

A noite, voltamos para o Palácio dos Festivais para conferir aos próximos curtas e filme da amostra competitiva. O curta metragem Plantae, de Guilherme Gehr abriu as exibições da noite. Plantae nos trás reflexões referente ao desmatamento – excessivo – e todas as consequências envolvendo a natureza, os animais que ali habitam e a ganancia humana.

Confira o trailer de Plantae:

Majur, de Rafael Irineu, foi o segundo curta da noite. O documentário é biográfico, com forte representatividade racional e de gênero. Retrata a própria história de Majur, um indígena LGBTQ chefe da comunicação da Aldeia, responsável pelo contato da aldeia com a cidade, e, principalmente, de reivindicar direitos e representatividade para a aldeia e seu povo.

Uma curiosidade é que o documentário conseguiu – realmente – possibilitar espaço e visibilidade para a causa e luta LBGTQ+. Sua equipe é composta apenas por gays, mulheres, indígenas e trans. O curta ganhou o premio de Melhor Curta Nacional Juri Popular no Festival Internacional da Diversidade Sexual e de Gênero de Goias.

Confira o trailer do documentário Majur:

Por fim, encerrando as exibições da noite, foi a vez do longa metragem Mormaço, de Marina Meliande. O longa – assim como a maioria das produções exibidas – trás uma critica social forte sobre resistência urbana. Desenvolvido em 2016, na época de das Olimpíadas do Rio de Janeiro, representa inspirações em fatos reais referente as pessoas que foram obrigadas a desocupar suas casas pois as mesmas seriam demolidas para as construções de instalações esportivas. Perpassa questões referentes a interesses políticos, sociais e financeiros, além de indagações sobre a imposição de classes e reflexões a respeito do conceito amplo de saúde.

Teaser trailer de Mormaço:

*Os curtas e longas terão críticas completas em breve no site.

Depois de vermos os filmes, tivemos a oportunidade de conferir a Premiação da Mostra Assembleia Legislativa de Curtas Gaúchos. A exibição dos curtas aconteceram em duas tardes, a primeira sessão com dez curtas foi durante o segundo dia do evento (18/08), já a segunda, com mais nove produções concorrente, o público pode conferir no dia seguinte (19/08), juntamente com a premiação no final do dia.

O curta vencedor foi, coincidentemente, a produção que abriu a competição no sábado (18/08) Um Corpo Feminino, de Thaís Fernandes. Além do premio de Melhor Filme, Um Corpo Feminino levou para casa, também, o premio de Melhor Roteiro. O documentário retrata como mulheres de diferentes gerações, classes sociais, e características significam o que é ‘um corpo feminino’. Com respostas diversas, o pequeno filme perpassa representações além de estereótipos físicos, biológicos e sociais, fazendo o publico – principalmente feminino – se identificar, emocionar e refletir sobre as indagações levantadas.

– Confira os vencedores do Prêmio Assembleia Legislativa – Mostra Gaúcha de Curtas:

  • Melhor Produção / Produção Executiva – Rafael Duarte e Taísa Ennes, por “Mulher Ltda
  • Melhor Edição De Som – Guilherme Cassio, por “Abismo
  • Melhor Música – Jonts Ferreira, por “Nós Montanha
  • Melhor Direção De Arte – Taísa Ennes, por “Mulher Ltda
  • Melhor Montagem – Germano De Oliveira, por “Sem Abrigo
  • Melhor Fotografia – Marco Antônio Nunes, por “Sem Abrigo
  • Melhor Roteiro – Thaís Fernandes, por “Um Corpo Feminino
  • Melhor Atriz – Rejane Arruda, de “Sem Abrigo
  • Melhor Ator – Sirmar Antunes e Clemente Viscaíno, por “Grito
  • Melhor Curta Gaúcho Júri Da Crítica – “Sem Abrigo”, de Leonardo Remor
  • Menção Honrosa – “A Formidável Fabriqueta de Sonhos Menina Betina
  • Melhor Direção – Henrique Lahude, por “Fè Mye Talé
  • Melhor Filme – “Um Corpo Feminino”, De Thaís Fernandes

Assim se encerrou o terceiro dia da 46° Edição do Festival de Gramado.

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