Publicado em 16 de ago de 2017 por Tamires Arsenio
Polanski

Segundo a Indie Wire, uma mulher identificada como “Robin M.”, durante uma coletiva de imprensa, acusou o diretor Roman Polanski de tê-la “vitimizado sexualmente”, sem entrar em detalhes sobre o ocorrido. O caso, que segundo a vítima aconteceu em 1973 (quando ainda tinha 16 anos), é a terceira acusação do tipo contra o polonês.

A motivação de trazer o caso a tona teria sido a declaração de Samantha Geimer, abusada aos 13 anos por Polanski, de que queria que seu processo contra o diretor acabasse logo para poder viver em paz. Com a denúncia, Robin pretendia lembrar que ela não fora sua única vítima. O caso de Geimer se estende há mais de 40 anos, e desde então o cineasta vive na Europa, como fugitivo, depois de confessar o crime.

O terceiro caso data de 2010. A advogada de Robin, Gloria Allred, também representou Charlotte Lewis, atriz que acusou Polanski de abuso sexual durante as gravações do filme Piratas, de 1986. Na época ela também tinha apenas 16 anos, e não chegou a prestar queixa.

A Deadline incluiu em reportagem a declaração do advogado de Polanski, Harland Braun, sobre o caso:

“Acredito que isso seja uma tentativa de influenciar o Juiz Gordon (responsável pelo caso de Geimer), através de uma coletiva de imprensa. Geimer foi à corte, se apresentou e implorou para que o caso de quatro décadas se encerre. Se gostaria de bloquear o pedido de Geimer, Allred poderia requisitar uma audiência com o Juiz Gordon. Polanski ficou em custódia por 10 meses em um caso que lhe foram prometidos não mais que 2 meses, e Geimer tem direito a sua própria vida e opiniões.”

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