Publicado em 10 de jan de 2017 por Mayara Armstrong

La La Land

20162 h 08 min
Overview

Ao chegar a Los Angeles, Sebastian o pianista de jazz conhece a principiante atriz Mia e do inesperado, apaixonam-se intensamente. À procura de oportunidades para as suas carreiras na competitiva cidade, os jovens vivem na esperança que o seu relacionamento funcione na perfeição.

Metadata
Director Damien Chazelle
Runtime 2 h 08 min
Release Date 1 dezembro 2016
IMDb Id tt3783958
Images
Actors
Starring: Ryan Gosling, Emma Stone, John Legend, Rosemarie DeWitt, J.K. Simmons, Finn Wittrock, Tom Everett Scott, Meagen Fay, Damon Gupton, Jason Fuchs, Jessica Rothe, Sonoya Mizuno, Callie Hernandez, Josh Pence, Anna Chazelle, Hemky Madera, Zoë Hall, Dempsey Pappion, Nicole Coulon, Claudine Claudio, Olivia Hamilton, Ashley Caple, Cameron Brinkman, Sandra Rosko, Candice Coke, Miles Anderson, Trevor Lissauer, Morgan Larson, David Douglas, Kiff VandenHeuvel, Ana Flavia Gavlak, Kaye L. Morris, Courtney Hart, Andres Perez-Molina, Nilla Elizabeth Watkins, Holly Houk, Kristin Slaysman, Anna Lunberry, Caroline Jaden Stussi, Cindera Che, Jordan Ray Fox, Phillip E. Walker, Margaret Newborn, Crystal Nichol, Nadia Tumanova, Terry Walters, Kc Monnie, Milica Govich, D.A. Wallach, Kristin Elliott, Andrea Lareo, Christopher Aber, Shannon Leann, Jenna Curtis, Noah James, Tommy Cooley, Damian Gomez, Anthony Marciona, Corrin Evans, Jeremy Nathan Tisser, Chris Moss, Amiée Conn, Patty Tobin, Heather Turman, Cinda Adams, Susie Ganiere, Ottavio Taddei, Morgan Cohen, April Martucci, Nicole Wolf, Trent Kerpsack, Lynn Moore, Vince Donvito, Steffen Dziczek, Melvin LaThomas Brimm, Kelly Kennedy, Jesse Houk, Clarence Robinson, Dapo Torimiro, Bobo Chang, Destinee Handly, Frederick Keeve, Tommy Otis, Robert Haynes, Amanda Fields

Damian Chazelle chamou atenção com seu curta Whiplash de 2013. Um ano depois, o curta se tornou um longa nas mãos do diretor, rendendo indicação a cinco categorias no Oscar e ganhando três. Agora, em 2016, Chazelle mais uma vez mostra a que veio com seu novo filme La La Land.

No filme, logo somos apresentados a Mia (Emma Stone), uma garota que sonha em ser atriz e divide seu tempo entre seu tedioso trabalho em uma cafeteria dentro de um grande estúdio de cinema, audições mal sucedidas e algumas festas com suas companheiras de quarto. Do outro lado, temos Sebastian (Ryan Gosling), um pianista amante de Jazz que sonha em montar seu próprio bar com o objetivo de levantar o ritmo mais uma vez entre as pessoas. Em uma noite onde tudo da errado para os dois, eles acabam se encontrando e aqui damos inicio a história.

É impossível não se apaixonar pela personagem de Emma Stone logo de cara. A atriz faz um trabalho incrível em transmitir para o público sua personalidade. Seja na hora de mostrar sua empolgação ao receber a notícia de uma nova audição, passando por sua decepção ao ver que nada esta dando certo e chegando nos pequenos gestos que soam tão naturais que dão mais vida a personagem. Uma prova de que se o Oscar não vier esse ano, está bem próximo para  atriz.

Do outro lado, temos Gosling, que aqui não falha em transmitir toda sua paixão por Jazz. Suas explicações e sua paixão pelo ritmo dão água na boca e você se vê tendo vontade de acompanhar o personagem e procurar sobre Jazz. O “timing” cômico do ator também está ótimo aqui, te fazendo rir com coisas simples e na hora certa. Aqui, ainda podemos ver um paralelo entre o personagem de Gosling e o próprio diretor do filme, enquanto um demonstra seu amor por Jazz e quer revive-lo, o outro declara seu amor por cinema trazendo de volta a familiaridade do cinema clássico.

Em conjunto, a química dos atores é imensa. Já tivemos uma “prévia” dos dois juntos nos filmes “Crazy, Stupid, Love” de John Requa e Glenn Ficarra e Gansgter Squad, de Ruben Fleischer. Mas é aqui em La La Land que vemos como os dois funcionam bem e tornam sua relação real. Sebastian (Gosling) tem sonhos porém lhe falta vontade, o “ponta pé” inicial. E é aqui onde entra Mia (Stone), a força que faltava para compartilhar seus sonhos. E ambos funcionam assim, se completando.

Na primeira cena, Chazelle nos da um enorme “tira gosto” em plano sequência do que podemos esperar do filme. Ótimas músicas, ótimos planos, coreografias incríveis e personagens cativantes os quais ganham sua preocupação ao decorrer do longa. Não demora muito para termos a sensação de que estamos vendo um filme dentro de um filme, seja com a “brincadeira” do diretor de colocar certos objetos e figurinos em cena que te faça questionar se o filme não se passa nos anos 60, o intenso e variado uso da palheta de cores para compor o cenário e o ambiente, belas músicas que vão demorar para sair da sua cabeça (está impossível de parar de cantarolar) ou até mesmo cenas gravadas de forma semelhantes a outros filmes que te causam a estranha sensação de dejàvu. La La Land não é só um filme sobre amor e sonhos, como também é uma bela homenagem ao cinema clássico.

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