Publicado em 09 de out de 2017 por Tarcio Matos

Não é segredo para ninguém que a franquia X-Men é uma imensa bagunça cronológica nas telonas, com alterações drásticas de qualidade. Enquanto produziu X-Men: O Filme, X-Men 2, X-Men: Primeira Classe, Deadpool e Logan, por outro lado, a Fox também entregou filmes como: X-Men: O Confronto Final, X-Men: Origins Wolverine, um mediano Wolverine Imortal, além da promessa frustada de uma adaptação completamente diferente dos filmes anteriores, mas pobre em diversos quesitos, com X-Men: Apocalipse.

Enquanto no cinema as coisas estão turbulentas, as adaptações para TV estão indo de vento em popa. Primeiramente a chegada de Legion, série criada por Noah Hawley(que está por trás do novo filme do Dr. Destino) sobre o filho do professor Xavier, que em um grande resumo, tem diversas personalidades dentro de si. Esta é uma das coisas mais magníficas em X-Men, a possibilidade de abordar diversos assuntos e gêneros: viagens galácticas, temporais, analogias ao preconceito e uma vasta possibilidade de poderes permitindo diversos subgêneros para retratação. Legion tem uma pegada completamente diferente dos filmes, se permitindo entrar em uma viagem psicodélica pela mente do jovem David. Uma obra muito menos “poderosa” ou megalomaníaca, apenas se contentando em exibir a aventura pessoal daquele rapaz em busca de uma compreensão, de quem ele é, pode ser e do que é capaz.


A segunda adaptação é The Gifted, que estreou essa semana.  A série narra a história da família Strucker. Reed  trabalha para o governo perseguindo mutantes, mas vê seu mundo virar do avesso após descobrir que seus dois filhos possuem o gene X. De caçador, passa a ser presa, fugindo do governo para salvar sua família e precisando da ajuda daqueles que perseguiu e prejudicou.

O piloto é dirigido por Bryan Singer, que parece ter dado a volta por cima. Sem a necessidade de copiar a formula da empresa rival nos cinemas, tendo mais liberdade para fazer do que entende, entrega um piloto bastante promissor. Com uma história contida e bem menos grandiosa, ele volta a fazer o que fez de forma excelente nos anos 2000 em X-Men: O Filme e X-Men 2.

É preciso falar sobre como é legal notar que a série se adapta aos obstáculos. O orçamento para sentinelas gigantes não existe. Não se passando em um futuro distante como o apresentado em X-Men: Dias De Um Futuro Esquecido, as máquinas aqui se permitem serem “arcaicas” e minúsculas em comparação com os robôs gigantes, porém não menos perigosas.

Todas as analogias possíveis aos preconceitos estão lá, os efeitos especiais obviamente não são dos níveis cinematográficos mas funcionam dentro dos seus limites sem precisar reciclar cenas. Ex: The Flash  recicla cenas dele correndo pela cidade.

É um projeto bem mais pipoca e de fácil aceitação em relação a Legion, mas não deixa de agradar os fãs de quadrinhos com aquelas referências que só eles entendem.

Ainda é muito cedo para dizer que a série é excelente ou funciona muito bem, temos vários exemplos que desandam no meio da temporada. Mas The Gifted chega para dar fé aos fãs dos mutantes e acirrar a concorrência, algo excelente para nós como público!

Ps: Polaris(filha de Magneto) e Pássaro Trovejante estão na série!

 

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