Publicado em 24 de out de 2016 por Tarcio Matos

Sexta temporada teve uma bela construção na liderança do protagonista mas escorregou no final ao fazer um sensacionalismo não necessário para série de tamanha grandeza, porém o retorno se redime e entrega talvez o melhor episódio do show.

Jeffrey Dean Morgan já deu as caras na temporada anterior cheio de frase de efeito e um visual impecável, e todo o hype criado para o amado ator viver o vilão Negan é muito mais do que satisfatório. Uma das grandes perguntas sobre o personagem seria se ele teria a boca suja cheio de palavrões, não tem, mas investem na imagem do vilão e colocam tudo de ruim em um personagem fazendo perversidades simplesmente porque pode e/ou quer inflar seu ego (o que se encaixa perfeitamente em um universo sem sociedade estabilizada). Ele assume o papel de macho alfa líder do bando que impõe medo ~respeito~ estiloso e consegue tornar a queda do Rick em algo espetacular, o cheio de pose e “tem ideia de que com quem você está falando” morre e dar espaço a homem sem saídas orando pela vida de sua família.

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Por falar em Rick, seu interprete Andrew Lincoln, dá um show e já merece especulações no Emmy, seu personagem não tem um minuto de descanso durante todo o episódio e torna a imponência do Negan maior ainda. Ele consegue viajar entre medo,ódio e tristeza.

O mesmo não pode se dizer de Chandler Riggs (Carl), ele é praticamente um no “expression language” durante todo os 46 minutos do episódio e por culpa exclusivamente dele, um dos ápices do episódio não é de qualidade 100%.

O suspense de quem morreria a pancadas pela Lucille nesse episódio é excelente, mas no contexto é desgastado pelo final da temporada anterior, entretanto quando a fatídica morte acontece é para agradar até os fãs mais hardcores que desejam tudo igual na hora da adaptação, a cena literalmente “cospe” imagens dos quadrinhos.

Dramático, sofrido, ágil e com fanservice The Walking Dead retorna da maneira mais gostosa possível.

 

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