Publicado em 26 de nov de 2016 por Tarcio Matos

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Nova produção nacional distópica não é de grande qualidade, mas merece nosso voto.

Produção brasileira tem forte investimento no humor e deixa de lado outros gêneros, para amantes de filmes/séries foi uma ótima notícia a produção de 3%, série sobre distopia distribuída pela tão amada Netflix. A qualidade do projeto não é imensa, é equivalente a produções não muito marcantes de Hollywood como por exemplo Elysium (aquele filme protagonizado por Matt Damon, que tem o Wagner Moura como coadjuvante). Mas o fato de ser uma obra nacional muda um pouco a perspectiva na hora de analisa-la. Produções fora da caixinha necessita de nosso apoio para seguir em frente mesmo que não tão boa e esse é o caso de 3%.

wagner-moura-e-matt-damon-em-cena-do-filme-elysium-de-neill-blomkamp-1365530641867_956x500Wagner Moura e Matt Damon – Elysium

Assim como Supermax (série de terror da Globo), é uma mescla de clichês de cada gênero adaptado para nossas terras. Nada de novo se encontrará nelas, apenas a fácil identificação por ser brasileira.

278231Supermax

Ao completarem 20 anos. os jovens tem direito a fazer apenas uma única vez um processo seletivo que poderá o levar ao Maralto, local futurista que supre todas as necessidades básicas e/ou não tão básicas de um ser humano. Tudo é baseado na meritocracia, todos nascem “no lado de cá” e ao alcançar a maioridade tem a chance de passar para o “lado de lá”. É uma ideia simples, porém, por algum motivo, o roteiro tem diversos erros e o universo não se torna tão coeso (que não irei descrever por ser spoiler).

A montagem da série é interessante e por nenhum momento ela se torna chata, cada episódio contém uma prova narrando entre flashbacks o passado dos personagens, tanto os competidores quanto os organizadores.

Obviamente o projeto é cheio de analogias a política e lá se encontra: socialismo, capitalismo, liberalismo, fascismo, a influência da mídia sobre a população, relatividade de crimes e a meritocracia. Não de uma forma tão profunda, entretanto o suficiente para se refletir, afinal é fácil fazer conexão com a atual situação política do Brasil.

As atuações são fracas, por alguns momentos não é culpa dos atores, os personagens são apenas arquétipos para movimentar a história, eles não tem muito o que demonstrar se resumindo apenas a ideia de assustados ou badass.

Executivos costumam ignorar a qualidade do seu trabalho e não questionar por que tal obra fracassou, apenas abandona aquela ideia como se a culpa fosse apenas da marca, então vamos dar as mãos como forma de incentivo a mais investimentos em gêneros diversificados.

3% não beira a mediocridade, é apenas o primeiro teste de muita coisa que pode vir.

 

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