Publicado em 18 de set de 2021 por Mayara Armstrong

Novas narrativas com temáticas que retratam a realidade política e social do mundo. É isso que guia a Mostra Competitiva do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, com a descoberta do que há de mais novo na produção mundial e brasileira, buscando inventividade e capacidade de se comunicar. 

Nesta edição, a produção nacional marca presença. Dos nove longas-metragens selecionados, três são brasileiros: O Sonho do Inútil, de José Marques de Carvalho Jr., um filme que se perde e se encontra nas imagens, as ressignifica no tempo, em novas realidades e momentos; Rio Doce, de Fellipe Fernandes, sobre mudanças íntimas que ultrapassam o individual, e Rolê – Histórias de Rolezinhos, de Vladimir Seixas, que lembram os rolezinhos e as ocupações dos shoppings tendo três jovens como personagens.

Completam a seleção de longas Conferência, de Ivan Tverdovskiy, que resgata a invasão do Teatro Dubrovka, na Rússia, durante uma peça em 2002 por um grupo armado e que terminou com uma ação do exército e mais de uma centena de mortos; Um Céu Tão Nublado, de Álvaro F. Pulpeiro, sobre as ideias de Venezuela que se criaram pelo mundo sem se conhecer a complexidade do lugar; Zinder, de Aïcha Macky, que fala sobre a violência à margem e a dificuldade de mudar, mas do constante desejo de transformar a realidade; O Protetor do Irmão, de Ferit Karahan, sobre como até mesmo em um lugar de rigidez, hierarquia e violência é possível haver doçura, cuidado e amor; Estilhaços, de Natalia Garayalde, um filme que fala de imagens que ficam e, ainda que feitas sem querer, contam histórias fundamentais para a História, e Sonhos de Damasco, de Émilie Serri, que procura reconstituir a história de um país em seus escombros, que encontra a vida nos detalhes e nas memórias.

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